Mas será que quereria voltar atrás?
Quantos de vocês não pensaram ainda em simplesmente largar tudo e voltar para um tempo em que, para vocês, tudo era perfeito? Pode ser quando vocês eram simples crianças e a vossa única preocupação era portar-se bem para o Pai Natal trazer-vos a Barbie ou o Action Man que tanto queriam. Pode ser àquela fase da adolescência em que começamos a descobrir um mundo novo de saídas à noite que não significam propriamente ficar num sofá com pais a verem se está tudo bem de 5 em 5 minutos. Pode ser à época Renascentista, Grécia Antiga, Egipto...Raios, até quando nem sequer existiam Hommo Sappiens e não passávamos de macacos com a mania que éramos diferentes.

Nunca pensaram nisso?...
Eu já. Consigo reduzir a 3 épocas em que queria ficar para sempre:
1) quando era pequena e a única coisa que podiam dizer de mim é que era uma criança feliz com um futuro promissor pela frente (bem mais positivo do que dizerem que não têm certeza se fico com emprego por aqui ou se sequer vou ter o nível de vida para ter a quantidade de filhos que quero e sustentá-los)
2) à época quando a minha avó era jovem e
tudo era mais simples, menos tecnológico...fico parva quando me apercebo que antes eles sobreviviam bem sem telemóveis e chats e facebooks e nós agora, para manter qualquer tipo de relação, sem eles estamos lixados e condenados ao insucesso - isso e o simples romantismo presente no espírito dos homens consegue atrair-me de uma forma que ainda não consigo bem explicar, tendo em conta que me orgulho de me intitular feminista

3) à Grécia Antiga. Não sei porquê sempre tive um fascínio por essa época.
É certo que as mulheres eram renegadas a um papel abaixo do secundário, mas também detinham o seu poder. Segundo o que me recordo, creio que era em Esparta que, como os homens estavam sempre ausentes para guerras e batalhas, as mulheres tomavam conta e educavam os filhos para, no futuro, também eles se tornarem fortes guerreiros e mulheres de Esparta. Mas como acho isso um pouco duro, talvez me mantenha por Atenas onde os homens eram todos pensadores e as mulheres eram limitadas a um quarto na sua divisão e podiam apenas educar as filhas, sendo que os filhos tinham uma "escola" própria. Não era simples e bonito?
Por isso, como podem ver, por mais feminista que seja, não consigo deixar de imaginar o quão bem me encaixaria num destes cenários. Não que não goste do meu telemóvel, Facebook ou até o meu Blog (que, no fundo, se trata de uma infrutífera esperança que alguém no mundo se importe com o que penso e escrevo e goste de ler tais coisas) mas posso bem viver sem isso. Quando vou de férias ou quando faço o Caminho, o que é normal é manter o telemóvel desligado (e se o ligo raramente olho para ele), não vou ao computador e a minha escrita é simplificada para a forma de papel e caneta. Digam lá, viver nesta simplicidade pode ser um grande desafio mas não poderá também ser uma coisa óptima para a sociedade viciada em tecnologias em que vivemos hoje?
(Já cheguei a um ponto que se cortassem a Internet por 1 mês em todo o Mundo, a taxa de suicídio e de internamentos em hospícios aumentaria exponencialmente).
Just saying....
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