terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Semana 14

Ok... eu sei que só estou em férias há alguns dias (4 para ser exacta) mas não me apetece mesmo estudar. Talvez por causa disso me ande a centrar muito em compras e passeio sempre que posso. NÃO QUERO ESTUDAR! e acho que é porque tenho medo de não passar (o que é estúpido porque isso terá menos probabilidade de acontecer se eu estudar de facto).


De qualquer maneira, já fiz todas as compras de Natal e, de facto, já entreguei algumas, e também já me entregaram outras (que gostei muito já agora).

Fui sair ontem com imensos amigos da escola (não faculdade) e foi de partir tudo! Adorei cada momento e, honestamente, não trocava a noite de ontem por nada. Foi só diversão, muitas fotos e relembrar as nossas brincadeiras quando éramos putos. ADOREI!






Mas agora coisas destas ACABARAM - à excepção da consoada e do dia de Natal que duvido bastante que vá estudar. Agora tenho mesmo de marrar esta porcaria toda. Mas mesmo aí (já que tenho dois livros para ler) vou ter de "estudar" nos tempos de espera. A partir de agora vai ser deitar cedo e cedo erguer para estudar isto tudo e conseguir passar (preciso de tudo o tempo possível se quero passar a 3 exames).


Por isso, de agora em diante e até acabarem os exames (dia 22 de Janeiro) duvido que vá escrever muito... MAS VOU TENTAR!


Para o caso de isso não acontecer, desejo-vos a todos um Bom Natal e espero que o Pai Natal vos traga muitas prendinhas. E um especial obrigada a vocês que lêem isto e fazem este blog tão especial para mim.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Semana 13

Não posso dizer que tem sido fácil. Muito pelo contrário. Estar à beira do Hugo sem estar com ele custa mais do que pensava. Em conjunto com os testes todos, posso garantir que esta tem sido uma das semanas mais difíceis que enfrentei. Mas há que pensar positivo: pelo menos agora sei o porquê.
Não consigo perceber porque me custa tanto se eu já me começava a sentir desconfortável na relação. Gostava e ainda gosto muito dele (este tipo de sentimento não desaparece do dia para a noite, infelizmente) mas a verdade é que me sentia ameaçada. Provavelmente tem a ver com o que passei antes, algo que não me dá muita segurança para isto. Eu sei que é um total cliché mas provavelmente não estava destinado. Foi bom enquanto durou mas ambos queríamos e esperávamos coisas diferentes um do outro e o facto de não falarmos sobre isso ajudou a este resultado.






Mudando de assunto, VEM AÍ O NATAL! Eu normalmente não gosto desta festa porque não sei o que pedir, mas não sei porquê este ano vejo-me inundada do espírito natalício. Sinto-me ansiosa pela consoada, passá-la com a minha família e depois festejar o novo ano (e se Deus quiser um novo começo) com os meus amigos.





Queria aproveitar para agradecer à minha grande amiga da faculdade (vamos dar-lhe um nome...Ema) por aturar tanto de mim. Continuo a achar que tu és das minhas melhores amigas e cada vez estou mais certa disso. Espero que estejas disposta a aturar-me mais uns aninhos (e se quiseres seres minha companheira de Erasmus) porque eu sei que quero apostar nesta amizade :)






Feliz Natal!



domingo, 12 de dezembro de 2010

Semana 12 (parte 4)

Acabou tudo... Para ser honesta as coisas não iam muito bem. Afinal, o Hugo não era bem quem eu pensava que era. Acho que nenhum de nós conhecia o outro muito bem, e foi principalmente por isso que acabámos. Foi basicamente um acordo mútuo, apesar de ele ter dito aquelas palavras em voz alta primeiro (sim, ele acabou comigo em pessoa - algo que devo dizer que foi bem respeitável). É como disseram uma vez numa série ("Gary descasado" da FoxLife - espectacular já agora) you only dumped me first because you got to the door first.

De qualquer maneira, mal chorei - e garanto que as poucas lágrimas que derramei foi meramente por ter sido ele a acabar comigo quando eu é que tinha razões plausíveis. Segui em frente. Eu sei que muitos dizem que um coração frio é horrível e simplesmente mau porque faz uma pessoa insensível, mas quem o diz é porque nunca experimentou quão bem ele (coração) reage a estas coisas. O mundo não acabou, não fiquei sem ar, não senti tudo a cair aos meus pés. É que honestamente, até parece que sou imune a isto.

Acho que, principalmente, o que me fez avançar assim tão depressa (apesar de eu agora não estar interessada em ter estes stresses todos outra vez) foi o que uma pessoa me disse há dias: "O que é nosso sempre volta. Se ele nos ama, virá." Chamem-me antiquada e infantil, mas eu ainda sonho com aquele amor perfeito que tenho a certeza que chegará. E sei, com certeza mais que absoluta, que cada passo que dou me põe mais perto dele e daquele final feliz que todos queremos: encontrar aquela pessoa que podemos chamar nossa cara-metade.

Por isso, sim, sigo em frente de cabeça erguida. Que tem se nem um mês durámos? Aprendi muito e, apesar de ainda sentir algo por ele, sei que não há como voltar atrás. A única coisa que podemos fazer é aprender e não cometer o mesmo erro duas vezes.

Vida de solteira, aqui vou eu. E estou mais ansiosa que nunca!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Semana 12 (parte 3)

Não sei se é amor que tens, ou amor que finges
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
é verdadeira. Aceito.
Cerro os olhos: é bastante.
Que mais quero?

Ricardo Reis


Há que admitir, é um dos poemas mais belos que conheço. Faz me viajar para um amanhecer na praia com o vento suavemente a agitar-me os cabelos. É maravilhoso como este poema consegue transmitir tanto mesmo sendo tão pequeno.

Foi ele que não me saiu da cabeça neste dia. Gostava de estar nesse amanhecer tão belo ao sabor de uma suave brisa alegre e terna beijando-me a pele. Gostava mesmo de estar assim, para ser honesta deve ser o que mais preciso neste momento. Aquele momento só meu, tão perfeito. Gostava de o poder partilhar, mas as o destino não o permite por enquanto.

Por isso, hoje, contentei-me com o vento a embaraçar-me os cabelos que sinto da minha varanda. Preferia ter algo quente comigo, mas não posso. Preferia ter os pés na areia e o mar calmo a fazer as ondas rebentarem diante de mim. Preferia muito mais que o mundo fosse como eu queria e pudesse estar sossegada a ver o pôr-do-sol com os braços de quem amo a aquecer-me e aquela doce brisa acalentar-me as esperanças.

Mas o mundo não é assim...

Semana 12 (parte 2) - só um pequeno poema...


Estavas na escuridão e eu na luz
Uma união impossível e, no entanto, tão perfeita
Juntos criámos o amanhecer enevoado
O pôr-do-sol mais quente
No entanto, também juntos criámos o nevoeiro traiçoeiro
Que tanto enganou a luz
Mas que a escuridão tão bem conhecia...
Desejámos um mundo a metades
Metades de nada e de tudo
Que me esvaziava de qualquer medo e sonho
Que me enchia de medo e sorriso
Fomos o perigo ao luar
Fomos a fantasia no pico do sol
Fomos tudo, e no entanto fomos nada
Porque teríamos sempre algo no meio
Que nos impedia de sermos um só

E mesmo sabendo isso
Continuo, luz, aqui
Esperando o anoitecer que te traz
Galopando no nevoeiro letal
Trazendo as estrelas apagadas
Que outrora iluminavam o meu caminho
Mas eu estou presa para sempre
Presa a ti para sempre
Ignorando que não podemos existir juntos
Que não podemos ser um
Que o mundo não foi feito para nós
Só para a luz
Só para a escuridão
Em separado... nunca a penumbra

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Semana 12 (parte 1)



Ouçam essa música...tem sido aquela que me tem acompanhado nestes dias...
Por falar de música, alguém conhece "When you say nothing at all"? Basicamente é uma rapariga (ou rapaz, já ouvi nas duas versões) que diz que a pessoa que ama diz as coisas que lhe tocam mais quando não diz absolutamente nada. O silêncio magoa mais do que qualquer outra coisa neste mundo, compreendo isso agora. No entanto, esta última música era vista no sentido positivo. Que o amor que sentiam um pelo outro era mais óbvio naqueles belos momentos de silêncio. O que também deixaram de fora é que o silêncio pode roer-nos por dentro. Porque, acreditem, pode.
O silêncio deixa-nos com dúvidas, especialmente quando sabemos que aquelas palavras que ficaram por dizer podiam ter significado muito mais. Podiam ter acabado com todo aquele tormento que se constrói e nos derrota de imediato mas destrói lentamente.
Nunca fui boa leitora de pessoas. Já fui amiga de pessoas de quem deveria ter mantido distância. Já deixei de falar com pessoas que só queriam o meu bem. Algo dentro de mim nesse campo nunca funcionou bem. Por isso é que preciso que as pessoas me contem algo para eu, daí, ser capaz de compreender o comportamento ou a razão de tantas coisas.
A melhor música, no entanto, é a "All Good Things Come To An End" da Nelly Furtado. Ela representa basicamente tudo o que ocorre nesta nossa vida. As coisas, por norma, que são tão boas para nós acabam por desvanecer no tempo... O melhor da vida é o que deixámos para trás. No entanto, isso também é o mais triste pois tanto ficou por fazer ou dizer...
Por isso é que eu escrevo. Odeio a realidade. É tão dramática e destruidora de sonhos. Todo o fogo que temos dentro de nós se transforma em cinzas a partir do momento em que desistimos de todas aquelas fantasias que os contos de princesas nos ensinaram. Por isso é que tenho a certeza que o mundo não pode ser isto. Tem de existir algo mais... pois se não existe garanto que sou capaz de me fechar dentro da escrita e livros infantis porque esses sim são aqueles que me dão ânimo (por mais infantil que possa soar, é o sentimento mais puro).
Se há algo que eu aprendi graças a alguém que terá sempre um lugar especial para mim é que não me posso menosprezar e deixar de ser quem sou para ser o que os outros são simplesmente para ser mais fácil...
Apesar de difícil, é o que ainda tento fazer. É por este lema que eu vivo. No entanto, sei que tenho de crescer. Sair desta concha de ingenuidade e sonhos e fantasias e deixá-los para os romances que escrevo pois neles está descrito o mundo como deveria realmente ser a meu ver...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Semana 11 (fim...acho)


Será normal? Como nunca tive namorado não sei, mas será assim tão normal ter imensas saudades dele quando não estou com ele? Não sei como, mas dei por mim a ter saudades mal acabou aquele beijo de despedida... Eu sei que provavelmente é normal para as primeiras semanas bem como para primeiro namorado, mas eu só quero estar com ele. Ainda hoje, devia ter passado umas 2 horas desde que que nos separámos quando lhe mandei uma mensagem a perguntar se ele queria vir ter ao jardim perto de minha casa. Mas nada... Ele tinha coisas para fazer.... Não há mal... eu só queria estar com ele. Para todos os efeitos são mais de 48horas sem ele... Se calhar é mesmo de mim querer estar com ele o tempo todo possível.
Fora disso, cortei o cabelo esperando uma mudança de vida (não que precise, honestamente). Mas uma mudança faz sempre bem...
De qualquer maneira, tenho imenso que fazer (estudos e tal) e espero que corra tudo pelo melhor. Além disso está a aproximar-se o NATAL!!!!!!! Já escreveram a carta ao Pai Natal? Eu já :) Além disso percebi uma coisa: não importa o que o Hugo me der, o que importa são aqueles pequenos gestos que desvendam o que realmente sentimos um pelo outro. Isso é o que mais conta.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Semana 11 (parte 2)

Mil obrigadas à Moon!
Graças a ti percebi perfeitamente o que fazer. Reflecti e, apesar de anteriormente ter dito que EU tinha razão, compreendi que o meu comportamento não foi dos melhores. Eu tinha coisas na minha cabeça e descarreguei tudo nele. Óbvio que ele não haveria de gostar (eu também faria o mesmo se ele descarregasse em mim). Passei a noite em claro imaginando maneiras de pedir desculpa. Nenhuma me parecia boa de mais. Escrever uma carta era simplesmente esquisito porque tirava todo o significado (acho). Telefonar-lhe a meio da noite era capaz de piorar tudo. Mandar mensagem não me parecia suficiente. No dia seguinte,então, decidi acordar cedo. Ao chegar à faculdade certifiquei-me que ele ainda não tinha chegado e fiquei à espera dele à porta do edifício. Ao frio (coisa que eu odeio e ele bem sabe). Por fim ele chegou. Eu tinha passado meia hora a fazer um discurso bonito sobre como ele devia perdoar-me mas só sairam duas palavras pelos meus lábios: "Desculpa... Amo-te.". Ele nem respondeu, sorriu. Depois colocou o braço à minha volta e veio juntinho a mim até à minha sala. Não podia ter ficado mais feliz.

Honestamente, e muito graças ao comentário feito no post anterior, cresci e larguei aquelas ilusões de estabilidade. A verdade é que até os melhores casais discutem. Tudo na vida tem altos e baixos, resta saber se conseguimos passar os baixos e criar novos altos. As relações que o conseguem creio que serão aquelas que irão durar mais.
Felizmente para mim, a nossa é um desses casos. Simplesmente gostamos muito um do outro e o perdão por um erro é fácil de dar (mesmo que antes fiquemos algum tempo sem nos falarmos). Não é assim que é suposto ser?