quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Semana 12 (parte 1)



Ouçam essa música...tem sido aquela que me tem acompanhado nestes dias...
Por falar de música, alguém conhece "When you say nothing at all"? Basicamente é uma rapariga (ou rapaz, já ouvi nas duas versões) que diz que a pessoa que ama diz as coisas que lhe tocam mais quando não diz absolutamente nada. O silêncio magoa mais do que qualquer outra coisa neste mundo, compreendo isso agora. No entanto, esta última música era vista no sentido positivo. Que o amor que sentiam um pelo outro era mais óbvio naqueles belos momentos de silêncio. O que também deixaram de fora é que o silêncio pode roer-nos por dentro. Porque, acreditem, pode.
O silêncio deixa-nos com dúvidas, especialmente quando sabemos que aquelas palavras que ficaram por dizer podiam ter significado muito mais. Podiam ter acabado com todo aquele tormento que se constrói e nos derrota de imediato mas destrói lentamente.
Nunca fui boa leitora de pessoas. Já fui amiga de pessoas de quem deveria ter mantido distância. Já deixei de falar com pessoas que só queriam o meu bem. Algo dentro de mim nesse campo nunca funcionou bem. Por isso é que preciso que as pessoas me contem algo para eu, daí, ser capaz de compreender o comportamento ou a razão de tantas coisas.
A melhor música, no entanto, é a "All Good Things Come To An End" da Nelly Furtado. Ela representa basicamente tudo o que ocorre nesta nossa vida. As coisas, por norma, que são tão boas para nós acabam por desvanecer no tempo... O melhor da vida é o que deixámos para trás. No entanto, isso também é o mais triste pois tanto ficou por fazer ou dizer...
Por isso é que eu escrevo. Odeio a realidade. É tão dramática e destruidora de sonhos. Todo o fogo que temos dentro de nós se transforma em cinzas a partir do momento em que desistimos de todas aquelas fantasias que os contos de princesas nos ensinaram. Por isso é que tenho a certeza que o mundo não pode ser isto. Tem de existir algo mais... pois se não existe garanto que sou capaz de me fechar dentro da escrita e livros infantis porque esses sim são aqueles que me dão ânimo (por mais infantil que possa soar, é o sentimento mais puro).
Se há algo que eu aprendi graças a alguém que terá sempre um lugar especial para mim é que não me posso menosprezar e deixar de ser quem sou para ser o que os outros são simplesmente para ser mais fácil...
Apesar de difícil, é o que ainda tento fazer. É por este lema que eu vivo. No entanto, sei que tenho de crescer. Sair desta concha de ingenuidade e sonhos e fantasias e deixá-los para os romances que escrevo pois neles está descrito o mundo como deveria realmente ser a meu ver...

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