quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Semana 41 (atrasado, peço desculpa)


No fundo, não passo de uma criança. Apesar de já contar com mais de 19 anos de vida e mais do que suficientes experiências que me deviam fazer crescer, não passo de uma criança.

PIOR!!!! Não passo da mesma adolescente dormente que era. É pior porque, ao contrário das crianças, estou de novo a tornar-me imparcial e ultra-racional - e acreditem, isto é terrível porque j
a me custou mais do que devia!

A verdade é que ser eu mesma no Caminho é fácil. Parece-me quase natural, e talvez por isso, não consiga ver um futuro sem um tempo assim: em que possa ser eu mesma e não aquela que todos esperam que seja. Isto porque, neste momento, sinto-me dona de mais papéis do que devia: irmã, filha, semi-dona de casa, estudante aplicada e interessada nos assuntos académicos, investidora no futuro (isto é, estudo coisas extra como investimento) amiga, namorada...e tudo isto com toda a seriedade e sempre com um sorriso na cara! --'

Detesto estar a ser injusta para aqueles que amo e que me amam (ou assim o espero, senão vão-se lixar), mas aquela vontade que tinha de largar tudo e simplesmente fugir disto tudo por uns tempos está lentamente a voltar.
Sou apologista de resolver os problemas, juro que sou, mas também não posso negar a vontade que tenho de seguir o caminho mais fácil...

Durante a minha vida já perdi a conta de quantas vezes ouvi dizer que o caminho mais fácil nem sempre é aquele que devemos seguir. Mas o "nem sempre" deixa uma margem. E se dar com uma dúvida e a decisão correcta for a do caminho mais fácil?

O que eu quero perguntar é: quando sabemos que devemos desistir da luta?...

Quando todo e qualquer pedaço do nosso ser se extinguiu na luta?

Quando pensamos em desistir como uma opção viável?

Quando? PELO AMOR DE DEUS, alguém me responda...quando?...

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