quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Semana 24 (parte 2)

Quão egoítas podemos ser no que toca ao amor?

Muito? Um pouco? Nada?
A sério! Alguém que mo diga! É que honestamente, se virmos bem, quando estamos apaixonados (ou achamos que estamos) as conversas que pessoas anteriormente (ditas) normais teriam passam a ser feitas de frases como "Eu gosto tanto dele" ou "Eu não sei que fazer" ou "Eu preciso de pensar" ou "Eu preciso de algum tempo" ou "Eu quero acabar" (isto já nos piores casos) ou outra coisa do género. É verdade que já pomos o sujeito subentendido, mas mesmo assim ESTÁ LÁ!
Podem dizer que o amor é quando pensamos mais no outro que em nós mesmos, vemos o que o outro quer. Por isso é que aqueles perfeitos homens na ficção literária passam a vida a dizer "Só quero o melhor para ti". Claro que, sejamos honestas, é a pior desculpa para alguém nos deixar mas é muito melhor que um simples "Acabou". Nos romances o tipo que diz que quer o melhor para a rapariga que ama é sempre aquele com quem ela acaba (ou pelo menos em 90% das vezes, porque nos restantes 10% as raparigas são simplesmente parvas e não sabiam reconhecer um palácio nem que estivessem a olhar para um) mas na vida real nem sempre isso acontece. A verdade é que na realidade, o que nos livros acontece apenas 10% das vezes, é o que mais ocorre.
Também o mais real é sermos muito egoístas no que toca ao amor. Tendemos em pensar primeiro naquilo que nós queremos, em vez de pensar no que a otura parte quer. Estar atenta à outra parte parece impossível - mas mesmo atenta e não olhá-los durante o almoço ou aulas.

A minha pergunta é: deveríamos agir mesmo assim?

Quando a outra pessoa pede tempo e da uma razão mais que plausível, devemos ficar chateadas ou pôr o ego de lado e compreendê-la?
Claro que a pergunta nem se deveria colocar, e tenho certeza mais que absoluta que a maioria já deve estar de tal forma revoltada que só lhe apetece meter-me juízo na cabeça...mas não vale a pena.
Eu sei que não devemos ser extremistas, mas seremos mesmo capazes de pôr o ego de parte para estar numa relação? Se não somos, será que esse é um sinal que não devíamos sequer estar nessa relação?
Mais uma vez pergunto: quão egoístas PODEMOS REALMENTE ser numa relação?

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