sábado, 5 de novembro de 2011

Semana 48

Dei por mim a perguntar-me algo bastante complicado...
Preferias ter algo ótimo sabendo que era por pouco tempo e que podias nunca mais ter, ou preferias viver só conhecendo o mediano sem conhecer o ótimo?

A resposta pareceu-me sempre tão complicada, talvez porque (como uma pessoa me tem repetido) penso demasiado. Desta vez, limitei-me a ouvir o coração e algo tão complicado tornou-se a coisa mais simples de sempre. Certifiquei-me, depois de perceber a resposta, que sabia que o sofrimento ocorreria em qualquer um dos casos. Mesmo assim a resposta não mudou. Continuava a preferir a primeira hipótese. Sabendo de antemão que vai sofrer quando este algo ótimo lhe for retirado, o meu coração continuou a preferir tê-lo.

Muitos dirão que não. O melhor é uma terceira hipótese: andar em frente e continuar a "pescar". Não me parece... Dizem isso porque, aparentemente, 19 anos é uma idade demasiado tenra para ficar presa a alguém que sabemos não vai ficar muito tempo. Avisam que posso apaixonar-me a sério e que será pior no fim. Não o conseguirei esquecer quando ele for. Não seguirei em frente, esperando sempre o seu retorno. Rezando que, ao voltar, sinta o mesmo que sentia antes de ir. Esperando o que parece para sempre por algo que nem é certo.

Até para mim a ideia de esperar me parecia complicada e demasiado arriscada. Sabe Deus o que eu iria perder. Mas vi agora o filme "Waiting For Forever" e, honestamente, não me pareceu. O pobre do Will amava a Emma como tudo desde pequeno (idade em que todos admitimos não ter real percepção do que é amar) e esperou sempre por ela. Esperou anos para estar com ela, coisa que, na realidade, poderia nunca acontecer. Eu fiquei de tal maneira que as únicas palavras que conseguia formular em silêncio eram
Aquilo é que é determinação.
Aquilo é que é dedicação.
Aquilo é amor.

Não sei o que me espera daqui a umas semanas. Não sei como estarei quando o inevitável vier. Só sei que terei bons amigos que irão fazer com que os meses que estarei sem o ótimo passem como se não passassem de um dia.

Resta apenas uma pergunta na minha mente: tomar esta decisão faz de mim mais mulher (por estar a tomar essa responsabilidade) ou mais criança (por escolher manter viva a esperança)?

Honestly, I don't even care! Só quero aproveitar e fazer o que o coração me manda...

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