É fácil decidir o que fazer. O difícil é decidir o que não fazer. - Michael Dell
Deve-se pensar muitas vezes, deve-se decidir de uma só vez. - Publílio Siro
Fazer o pior parece a melhor decisão. - Aristóteles
O fraco fica em dúvida antes de tomar uma decisão; o forte, depois. - Karl Kraus
Basicamente tudo isto e mais umas quantas coisas estão, neste momento, a lutar na minha mente.
HONESTLY IT SEEMS LIKE THE FREAKING WORLD WAR 2 IN HERE!
Agora a sério... Em referência as frases que pus acima, estou na fase em que é difícil decidir o que não devo fazer (para tal só consigo arranjar razões perfeitamente racionais, apesar de algumas serem honestamente estapafúrdias).
NUNCA consigo decidir-me só uma vez. Quem me conhece sabe que a caminho...sei lá, do shopping pa almoçar, digo que vou comer piza e chego lá e vou a outra coisa qualquer. Por isso agradecia que o meu cérebro, aliás, que todo o meu ser inserisse esse conhecimento e o começasse a praticar de todo!
Quanto à terceira frase...bem, na minha vida isso é verdade. A pior decisão, que era sempre aquela puramente emotiva, nada racional, era a errada. Por isso acabava por tomar a decisão errada (apesar de começar a pensar que não há nunca decisões certas ou erradas, excepto em casos bastante óbvios (tipo atravessar a rua no vermelho ou não!), e isso custou-me imenso. No entanto, também me manteve longe de qualquer sofrimento de maior por um grande tempo (eh, relativamente longe porque uma pessoa sofre por amores platónicos).
Por isso, como já devem ter percebido por agora, (fazendo alusão à quarta frase) sou a forte que, depois de tomar a decisão, duvida dela. Não vou dizer sobre que se trata, mas digo que a fiz baseada apenas na razão e não na emoção (à excepção do medo, mas isso há sempre). Agora que vejo as consequências da decisão em questão começo a duvidar dela. Vejo o que custa às pessoas que iria afectar e repenso-a...isto sem saber se não me estou a meter numa alhada pior!
O problema é que, de todas as decisões importantes que tomei, quando as comunicava à outra parte envolvente, sentia-me sempre aliviada. Como se um peso se tivesse levantado dos meus ombros. ENTÃO PORQUE RAIO É QUE NÃO SENTI ISSO DESTA VEZ????????
E assusto-me com a ideia de que sei a resposta. Talvez, e esse "talvez" que dizer "o mais provável é", tenha tomado a decisão errada. Talvez, e só talvez, devesse deixar de pensar com o cérebro (salvo seja) e deixar o coração decidir. Todos dizem "o que não me mata, torna-me mais forte" e na altura em que adoptei esse lema como meu não me arrependi. Tomei tudo como conhecimento e ainda penso nesses dias como bons.
Por isso o que acham que se deve seguir? O coração ou a razão?
(PS: isto até acaba por ser interessante porque a personagem de um livro que estou, lentamente, a escrever, tem como grande drama da sua vida esta questão...)