domingo, 20 de novembro de 2011

Semana 50

Ao longo da minha vida aprendi muito na televisão:
  • que não devemos aceitar maças de velhas feias
  • que os tapetes árabes voam
  • que nunca devemos pedir a um físico sobredotado uma breve explicação sobre física (The Big Bang Theory)
e tantas outras que tais... Mas honestamente uma coisa NUNCA mas NUNCA pensei ser verdade. Trata-se de algo que dizemos que tende a, de alguma maneira, desafiar forças desconhecidas do universo! Logo após proferir essas palavras, coisas acontecem fora do teu controlo e podem levar-te à loucura. Eir a passagem de testeminho, uma lição que devia estar nos filmes da Disney para todas as crianças interiorizarem. Por isso, NUNCA mas MESMO MESMO NUNCA DIGAM:
"Não quero saber mais de rapazes!"

A sério!...BEWARE... Eu nunca acreditei nisto mas esta porcaria tem PODERES! É UM DESAFIO E O UNIVERSO RESPONDE SEMPRE...

...e isso só leva a que ele ganhe...


Não desafiem o universo...ELE VENCE SEMPRE...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Semana 49

É fácil decidir o que fazer. O difícil é decidir o que não fazer. - Michael Dell
Deve-se pensar muitas vezes, deve-se decidir de uma só vez. - Publílio Siro
Fazer o pior parece a melhor decisão. - Aristóteles
O fraco fica em dúvida antes de tomar uma decisão; o forte, depois. - Karl Kraus

Basicamente tudo isto e mais umas quantas coisas estão, neste momento, a lutar na minha mente.

HONESTLY IT SEEMS LIKE THE FREAKING WORLD WAR 2 IN HERE!

Agora a sério... Em referência as frases que pus acima, estou na fase em que é difícil decidir o que não devo fazer (para tal só consigo arranjar razões perfeitamente racionais, apesar de algumas serem honestamente estapafúrdias).

NUNCA consigo decidir-me só uma vez. Quem me conhece sabe que a caminho...sei lá, do shopping pa almoçar, digo que vou comer piza e chego lá e vou a outra coisa qualquer. Por isso agradecia que o meu cérebro, aliás, que todo o meu ser inserisse esse conhecimento e o começasse a praticar de todo!

Quanto à terceira frase...bem, na minha vida isso é verdade. A pior decisão, que era sempre aquela puramente emotiva, nada racional, era a errada. Por isso acabava por tomar a decisão errada (apesar de começar a pensar que não há nunca decisões certas ou erradas, excepto em casos bastante óbvios (tipo atravessar a rua no vermelho ou não!), e isso custou-me imenso. No entanto, também me manteve longe de qualquer sofrimento de maior por um grande tempo (eh, relativamente longe porque uma pessoa sofre por amores platónicos).

Por isso, como já devem ter percebido por agora, (fazendo alusão à quarta frase) sou a forte que, depois de tomar a decisão, duvida dela. Não vou dizer sobre que se trata, mas digo que a fiz baseada apenas na razão e não na emoção (à excepção do medo, mas isso há sempre). Agora que vejo as consequências da decisão em questão começo a duvidar dela. Vejo o que custa às pessoas que iria afectar e repenso-a...isto sem saber se não me estou a meter numa alhada pior!

O problema é que, de todas as decisões importantes que tomei, quando as comunicava à outra parte envolvente, sentia-me sempre aliviada. Como se um peso se tivesse levantado dos meus ombros. ENTÃO PORQUE RAIO É QUE NÃO SENTI ISSO DESTA VEZ????????

E assusto-me com a ideia de que sei a resposta. Talvez, e esse "talvez" que dizer "o mais provável é", tenha tomado a decisão errada. Talvez, e só talvez, devesse deixar de pensar com o cérebro (salvo seja) e deixar o coração decidir. Todos dizem "o que não me mata, torna-me mais forte" e na altura em que adoptei esse lema como meu não me arrependi. Tomei tudo como conhecimento e ainda penso nesses dias como bons.

Por isso o que acham que se deve seguir? O coração ou a razão?


(PS: isto até acaba por ser interessante porque a personagem de um livro que estou, lentamente, a escrever, tem como grande drama da sua vida esta questão...)

sábado, 5 de novembro de 2011

Semana 48

Dei por mim a perguntar-me algo bastante complicado...
Preferias ter algo ótimo sabendo que era por pouco tempo e que podias nunca mais ter, ou preferias viver só conhecendo o mediano sem conhecer o ótimo?

A resposta pareceu-me sempre tão complicada, talvez porque (como uma pessoa me tem repetido) penso demasiado. Desta vez, limitei-me a ouvir o coração e algo tão complicado tornou-se a coisa mais simples de sempre. Certifiquei-me, depois de perceber a resposta, que sabia que o sofrimento ocorreria em qualquer um dos casos. Mesmo assim a resposta não mudou. Continuava a preferir a primeira hipótese. Sabendo de antemão que vai sofrer quando este algo ótimo lhe for retirado, o meu coração continuou a preferir tê-lo.

Muitos dirão que não. O melhor é uma terceira hipótese: andar em frente e continuar a "pescar". Não me parece... Dizem isso porque, aparentemente, 19 anos é uma idade demasiado tenra para ficar presa a alguém que sabemos não vai ficar muito tempo. Avisam que posso apaixonar-me a sério e que será pior no fim. Não o conseguirei esquecer quando ele for. Não seguirei em frente, esperando sempre o seu retorno. Rezando que, ao voltar, sinta o mesmo que sentia antes de ir. Esperando o que parece para sempre por algo que nem é certo.

Até para mim a ideia de esperar me parecia complicada e demasiado arriscada. Sabe Deus o que eu iria perder. Mas vi agora o filme "Waiting For Forever" e, honestamente, não me pareceu. O pobre do Will amava a Emma como tudo desde pequeno (idade em que todos admitimos não ter real percepção do que é amar) e esperou sempre por ela. Esperou anos para estar com ela, coisa que, na realidade, poderia nunca acontecer. Eu fiquei de tal maneira que as únicas palavras que conseguia formular em silêncio eram
Aquilo é que é determinação.
Aquilo é que é dedicação.
Aquilo é amor.

Não sei o que me espera daqui a umas semanas. Não sei como estarei quando o inevitável vier. Só sei que terei bons amigos que irão fazer com que os meses que estarei sem o ótimo passem como se não passassem de um dia.

Resta apenas uma pergunta na minha mente: tomar esta decisão faz de mim mais mulher (por estar a tomar essa responsabilidade) ou mais criança (por escolher manter viva a esperança)?

Honestly, I don't even care! Só quero aproveitar e fazer o que o coração me manda...