Estou mesmo MAS MESMO MESMO farta. Dormi mal, não consigo concentrar-me por 2 segundos que seja, sinto-me desmotivada e simplesmente com vontade de chorar a cada 5 minutos. Toda a gente diz que não posso ficar assim, tenho de me levantar, deitar para trás esta tragédia, entender o que aconteceu de errado e dar o meu melhor no recurso. Blah blah blah, sabem? BLAH BLAH BLAH! A não ser que alguém seja tão pouco confiante ou tenha passado EXATAMENTE pelo mesmo que eu NÃO TEM DIREITO A DIZER QUE RAIO DEVO FAZER!
A minha vontade mal vi a nota? (e eu normalmente tenho tendência de esconder estas coisas do mundo mas hoje quero lá saber) Subir até ao telhado da minha casa e atirar-me para o meio da rua. A saída cobarde, eu sei, mas definitivamente a mais fácil.
Não sei porque raio as pessoas dizem sempre que o tempo na universidade foi o melhor da vida deles. Eu honestamente mal posso esperar por me livrar disto! Enquanto que eu vejo a minha mãe a trabalhar certinho das 8h às 17h e depois (apenas ocasionalmente) tem de estudar ou preparar-se para uma apresentação, EU TIVE AULAS TODOS OS DIAS DA SEMANA E ESTAVA NA FACULDADE TODOS OS DIAS DAS 8H ÀS 7H30 (muitas vezes até mais tarde ainda). E os ditos "adultos" (digo entre aspas porque em termos legais já ma incluo nesse grupo) dizem que a vida deles tem muito mais stress. Ok...vamos lá fazer a lista:
- pagar as contas
- trabalhar durante horas certas
- formação
- tratar da casa
Agora vamos ver a minha lista de tarefas semanas:
- ir às aulas
- aturar professores que claramente não vão muito com a minha cara
- fazer trabalhos
- estudar
- fazer os trabalhos de casa
- ajudar na casa
- fazer as contas à minha vida financeira
- ajudar na catequese (que, sejamos honestos, me ajuda bastante a descontrair)
- aturar com os dramas de toda a gente
- aturar com os meus dramas pessoais
- e, o pior, ÉPOCA DE EXAMES, que se subdivide em toneladas de stresses extra
- estudar para exames que estão marcados para 2 dias depois do fim das aulas
- entregar trabalhos
- fazer os exames (e panicar antes)
- esperar pelos resultados (e durante este tempo temos sempre a tendência de fazer contas à vida e panicar pelo mínimo indício que fizemos algo mau)
- descobrir a nota (se reprovamos segue em frente, senão temos oral - o mais normal no caso das línguas que é o que estudo)
- stress da oral (que costuma ser o meu ponto fraco, exceto em inglês)
- esperar (mais uma vez) pelos resultados - e o pior é que desta vez estamos confiantes porque o nosso parceiro não falou pévia durante todo o exame e no fim disse que vocês tinham falado praticamente sem erros
- por fim, descobrir que afinal reprovamos por uma merda de um valor e que temos de passar por isto tudo outra vez...
Eu sei que os nossos pais passaram por isto nos seus dias, mas é totalmente diferente agora. Os professores ora exigem demais ora exigem a menos (e o pior é que os que exigem demais são aqueles cujas cadeiras são a exame). Nunca tinha entendido até ontem os estudantes que se suicidavam face aos seus resultados de exames. Sempre pensei que tinham sido cobardes e não era caso para tanto e que deviam sempre levantar-se e fazer melhor na próxima (nem que fosse pelo gozo de esfregar na cara do professor uma nota excelente). Nunca os entendi de todo, até ontem...

