sexta-feira, 29 de abril de 2011

Semana 32

(primeiro deixem-me dizer que fiz este texto no dia 22 de Abril mas, por questões de saúde, não o conseguir pôr... por isso tenho 2 textos datados de hoje aqui no blog)




Interessante como o tempo passa depressa, não é? Ainda outro dia me pus a pensar em toda a minha vida e no quão frágil e rápida toda esta existência é. Já tenho 18 anos 9 meses e 20 dias e não consigo encontrar uma palavra para sintetizar o que sinto hoje. Achei interessante e doloroso ao mesmo tempo como toda a minha vida (até hoje) se podia resumir a alguns momentos, fotografias, escolhas e palavras. Para ser honesta, sei que mudei. Já não sou quem era há 10 anos. Aliás, não sou quem era há 7 meses. Não sou quem era há 4 meses. Não sou quem era há 2 meses - e devo acrescentar que essa, para mim, foi a melhor mudança que poderia ter feito.


Foi mais ou menos há dois meses (OK um pouco menos) que conheci alguém espectacular que me é muito querido. Tocou-me toda a sua simplicidade e calma e... Bem tudo. Foi essa pessoa que me fez repensar um pouco em tudo e aperceber-me que tenho muito mas que, na realidade, não fiz muito da minha vida. Talvez por ter sempre tomado as decisões seguras ou por ter vivido protegida (honestamente não sei, nem me interessa!) mas uma coisa é certa:





Vou viver a vida por mim!



Vou tomar as minhas decisões e viver a minha vida!

Obviamente que vou ter cuidado com tudo e tal porque também não me quero magoar, mas, em resumo



Vou viver mais!


Vou deixar a minha marca no Mundo!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Semana 31

À medida que vivi estes 18 anos e meio da minha vida fui-me apercebendo que há certas palavras que rapidamente nos fazem estremecer e mudam o tom de qualquer conversa... Insegurança
Incerteza

Compromisso

Seriedade

Desculpa

Mudança


E, por fim (imaginem por favor o rufar frenético dos tambores agora)


Amo-te


Apesar de não seres estas as únicas palavras que provocam aquele arrepio na espinha, a verdade é que ninguém pode negar a confusaõ que se segue na nossa mente e corpo depois de as ouvirmos. Mesmo inconscientemente, formam-se perguntas e dúvidas novas que ficam, por mais que nos esforcemos em desacreditá-las. Podemos até sentir o mesmo, mas isso nada impede. Ouvi-las fas-nos sentir aborrecidos, desapontados, encarcerados, amedrontados ou overwhelmed (gosto mais do termo inglês que o português, tem mais sentimento a meu ver).

A única coisa que nos sossega ao ouvir tais palavras é a certeza que são honestas. Transmitem o medo e os sentimentos sinceros e puros que a outra pessoa tem.


Eu sempre encorajei a verdade. Odeio mentir e sentir que me estão a esconder algo. Isso só me deixa insegura. Sei que muitos discordam de mim, mas, se algum dia alguém que ame me trair, espero ouvi-lo da boca dele e não de terceiros. Claro que isso não diminuiria o mal, mas o facto que ele teve coragem de vir ter comigo e dizer a verdade conta muito para mim.


(Voltando ao assunto) Por isso, sim. Há palavras que nos fazem estremecer. Frases até. Mas também temos de reconhecer uma simples, mas importante, coisa:


Por mais que nos façam estremecer, são seguidas por um sentimento de calma e felicidade, principalmente porque, no fundo, sabemos que sentimos o mesmo...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Semana 30

Voltando a um registo mais pessoal, fui hoje ao Dia de Defesa Nacional... Obviamente que não posso contar muito. Digo apenas umas coisas:
1. Não vale a pena faltar e pagar a multa - aquilo passa depressa

2. O exército não é para qualquer um - e eu definitivamente não fui talhada para aquilo (as minhas desculpas a qualquer militar que calhe de ler isto, mas não tenciono mentir no meu próprio blog)

3. Não magoa ir nem requer qualquer tipo de esforço físico contra a vossa vontade

4. Acabamos sempre por encontrar alguém conhecido por lá e, no caso raro de tal não acontecer, é tudo gente simpática com quem se pode falar

5. Nem dás pelo tempo a passar se tudo correr bem e levares aquilo na boa


A mais completa verdade é que sou totalmente contra a violência, logo entrar no exército para mim é impensável. Na minha opinião, os conflitos resolvem-se pelo meio de palavras pois, se partimos logo para o uso da artilharia, podemos piorar tudo. Aliás, há mais que exemplos disso, e quem estudou História no Secundário e mesmo na Universidade ou sequer tem uma boa cultura geral sabe perfeitamente que a maioria dos problemas se agravou mal as armas foram empunhadas.

Mesmo assim, pus-me a pensar em que área entraria em caso último.

Resposta: Marinha.

Razão: Porque não me agradam as alturas (o que exclui a parte aérea) e andar a rastejar na terra/lama não me atrai (o que me coloca como inadequada para o exército). Além disso, gosto do mar e a ideia de acordar e para onde quer que olhe ver o mar parece-me interessante (apensa de ter de concordar que é capaz de se tornar um pouco difícil).


O último ponto que queria referir é que não acho que isto devesse ser obrigatório. OK, faz parte do nosso dever militar e enquanto cidadãos, mas o facto de ser obrigatório ajuda para que vá para lá toda a gente de pé atrás, o que não ajuda muito nenhuma das partes (daí muitos estarem prestes a adormecer da parte da manhã e se mostrarem cada vez mais interessados à medida que o nosso tempo lá avançava). Por isso, acho que se tirassem aquela carga tão forte de ser obrigatório, até se poderia tornar algo bastante interessante.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Semana 29

(correndo o risco de ser acusada de plágio, acho que esta frase merece ser partilhada e nomeada para frase da vida de todos nós)

Here's to good memories, NOT good choices


Para ser totalmente honesta, nem fui eu que descobri esta frase. Foi uma ami

ga da faculdade que me alertou para o que uma rapariga no programa da MTV Plain Jane tinha gritado antes de fazer um desafio (creio que o objectivo era fazê-la superar o seu maior medo para que declarar-se ao rapaz que gostava não parecesse algo tão impossível). É verdade que já me tinha dito esta frase há bastante tempo e, para dizer a verdade, não acho que se adequa plenamente à minha vida presentemente.

Nevertheless, achei importante que a mensagem fosse transmitida. Sei que há para aí gente (principalmente porque já fui e em parte ainda sou uma delas) que se retrai muito no que toca a correr riscos. Eu fi-lo muitas vezes, inclusive não namorei com um amigo só pa

ra não perder a amizade dele caso as coisas corressem mal. Agora, por vezes, penso o que teria sido a minha vida se tivesse corrido esse risco em vez de permanecer na minha vida sossegada e pacata.

Por isso, aqui vai o meu Grito do Ipiranga (que não é meu coisa nenhuma, mas vamos fingir que é) para todos/as aqueles/as que não correm riscos. Não de privem de tamanha alegria que é correr um risco! É certo que pode correr mal (e eu que o diga), mas é como nas apostas (e, mais uma vez, eu que o diga). Umas vezes perde-se, mas isso só torna as vitórias ainda mais dignas de festejo!