sexta-feira, 25 de março de 2011

Semana 28

Eu sei que disse que ia por um vídeo com as minhas fotos dos meus sítios favoritos, mas esta semana foi tudo menos calma. Não tenho parado muito quieta (o que não é propriamente mau).

Mas enfim, passei a semana entre aulas (uma das quais faltei porque estava meia doente) e romance :) Não vou dar pormenores porque nada é oficial ainda, nas podemos dizer que já não me considero totalmente solteira.

Fora da minha vida privada (que, para todos os efeitos, é a razão pela qual vêm cá) tenho mesmo, mas mesmo mesmo, que comentar a demissão do Sócrates. Bem que podiam criar um grupo no Facebook que eu clicava logo no gosto. Peço desculpa a qualquer social-democrata, mas já estava na hora.

Depois deste momento histórico que captou (coisa rara) a minha atenção, tive uma aula na qual a professora pediu para alguém ir falar em frente dos outros - uma reflexão ou comentário ou algo assim - que tinha de estar relacionado minimanente com um verso de um poema que ela gosta:

"E agora, José?"

As minhas duas colegas que foram corajosas o suficiente para se voluntariarem foram interessantes de ouvir. Eu bem queria, mas sabem que sou muito muito tímida. Além de que não sabia bem o que dizer (MENTIRA).

De qualquer maneira, fiquei com aquela frase na cabeça. Aliás, fiquei com a abordagem que a primeira rapariga que falou fez - virou aquela pergunta para si mesma. Fez-me perguntar em silêncio "E agora, Joana?"
Fiquei a pensar na vida. Na minha vida.
Arrependo-me de algo? Ui, tanta coisa.
Desejo mais coisas do que as que já tenho? Não quero ser gananciosa, mas sim.
Que farei agora?
Daqui a cinco minutos? (ver TV)
Daqui a um mês? Um ano? Dois anos?
Quais são os meus objectivos? Não aqueles que quero completos até morrer, mas aqueles que posso cumprir. Formar uma família minha está (obviamente) no primeiro lugar. O amor igualmente - mas ambos sabemos que qualquer um dos dois não depende unicamente de mim, por muito mais fácil que fosse.

A verdade é que faço futurulogia todos os dias. Com tudo. Faço-o com as aulas, com os livros, com as relações, com decisões... É assim tão errado pensar que tudo pode ser igual ou melhor daqui a dois anos? Será pedir demais? Estarei eu a tornar-me, de novo, numa criança que, pelo Natal, pede pela Paz Mundial mesmo já sabendo que tal não será possível?

sexta-feira, 18 de março de 2011

Semana 27

Durante toda a nossa vida ouvimos dizer que o caminho é sempre em frente. Nunca devemos olhar para trás. Em vez disso, temos de aprender com os nossos erros e caminhar de cabeça erguida, fazendo o impossível para não repetir o mesmo....

Mas hoje sinto-me melancólica. Na verdade, estou naqueles dias em que dava tudo para voltar a locais onde estive, sozinha desta vez. Provavelmente com uma pessoa como companhia ou mesmo sozinha de todo.

Não estou a falar de recuar até um momento remoto no passado quando era mesmo pequenina ou mesmo um qualquer Natal ou aniversário. Não. Tenho locais específicos nos quais, hoje, dava tudo para estar. Quais? Fácil:
1. Paris

2. No meio das montanhas isoladas que constituem o caminho francês do Caminho de Santiago

Porquê? Bem...também não há muitoas dificuldades em descobrir.

As razões são, até, bastante simples. Simplesmente queria voltar a sentir-me inundada pela maravilha deste mundo. Lembro-me de não conseguir parar de sorrir enquanto observava a Torre Eiffel ou enquanto subia os degraus íngremes do Arco do Triunfo. Recordo-me daqueles momentos de claridade que o nascer do sol, as paisagens virgens e maravilhas da natureza que encontrava ao caminhar pelos caminhos desenhados pelos peregrinos há muito.

Honestamente, já há muito tempo que ambas essas sensações me fazem falta. Com tudo o que se passa na faculdade (e mesmo fora) raros são os momentos em que sou realmente eu. Não é que esconda quem sou quando estou em aulas ou com amigos, mas quem já experienciou os mesmos sentimentos sabe do que falo.

Aquela sensação de estar na mais pura união e harmonia com todo o mundo.

Como se nada pudesse correr mal.

Como se nada nos pudesse atingir.

Como se estivessemos no topo do mundo.

Sabem? Já sentiram? Se não, façam um favor a vocês mesmos e procurem sentir. É maravilhoso.

Conclusão do post de hoje? Eu realmente preciso de sair daqui e passear. E garanto (para a minha própria sanidade mental) que o farei na próxima semana - isto porque já é sexta e tenho o fim-de-semana totalmente ocupado.

Por isso, quem diz que não podemos olhar para trás e, quem sabe, voltar lá? Porquê andar desamparada pelo mundo sem saber para onde me virar se posso trazer comigo as memórias de forma a não as tornar passado mas sim presente.

Vou colocar um vídeo (mal conseguir) com as fotos, da minha autoria, destes dois locais que tanta falta me fazem.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Semana 26

Desculpem se isto começar a ficar muito como crónicas de jornal mas, por alguma razão (eu culpo tudo em séries espectaculares como "Sexo e a Cidade" ou "Scrubs") apetece-me.

Quem me conhece sabe que sempre fui uma boa menina (ou pelo menos quem me conhece de pequena, porque não há maneira de especificar o quão boazinha era a pessoas que só recentemente se tornaram meus amigos). Se qualquer maneira, até agora continuo a ouvir comentários que, basicamente, dizem que eu não sou genuinamente boazinha. Pelo contrário, aos olhos de alguns eu sou uma pessoa tão (à falta de melhor termo) devassa como qualquer outra da minha idade. Eu não consigo concordar, mas definitivamente deixou-me a pensar bastante. Será que, no fundo, mostramos todos uma máscara ao mundo em vez do que realmente somos?
Faria sentido pensar que sim tendo em conta como fui educada e que andei numa escola privada a vida inteira. Sempre tive um comportamento exemplar e a minha fase de adolescência rebelde resumiu-se a (na melhor das hipóteses) um ano de más notas a quase todas as disciplinas. Ninguém me pode acusar de ter sido como aquelas adolescentes neuróticas que passam horas sem dizer onde estão, saem de casa e voltam tarde e a más horas, fingem ter idade que não têm... Bem, nunca fui nada disso. Por isso, talvez, dê um pouco de razão às pessoas que dizem isso. Talvez eu tenha toda aquela loucura, que é suposto viver enquanto adolescentes, guardada à espera de ser solta.
Bem...eu acho que não! Não creio que tenha tudo
guardado. Acredito mesmo que sou uma boa pessoa que, por vezes (como qualquer outra, devo
acrescentar) tem os seus acessos de loucura. Quer dizer, há simplesmente dias em que só quero sair e voltar a casa quando já for dia, mas na maioria dos dias gosto de ajudar os outros. Posso parecer uma pessoa fria, mas, na realidade, sou bem carinhosa (deixem-me esclarecer que NÃO ESTOU A FAZER UM ANÚNCIO À MINHA PESSOA, estou puramente a esclarecer a verdade).

Não estou a dizer que não haja pessoas assim - lobos vestidos com pele de cordeiro - mas garanto-vos que não sou assim. Sou genuinamente uma boa pessoa...
Algo me diz que não era bem sobre isto que eu planeava escrever ainda há 10 minut
os, mas até nem está mau... Tudo isto é verdade, e isso basta-me.

domingo, 6 de março de 2011

Semana 25

Bem...posso começar por anunciar que tirei a carta de condução! Estava mesmo cheia de medo, mas correu tudo bem e agora estou apta a conduzir :D

Claro que a minha felicidade (como sempre me acontece, de resto) tinha de ser travada. Parece que todo o mundo tem algo contra a minha felicidade. Se formos a ver bem, sempre que achava que estava no paraíso prendiam rochas aos meus pés para me trazer de novo à dura realidade. Não posso dizer que desta vez foi exactamente o mesmo... Tive um pouco de culpa, apesar de não conseguir achar que o que fiz foi algo assim tão mau. Digam-me: não dizer quando vou fazer algo importante - omitir a hora/dia/o que quer que seja - é razão de castigo? Compreendo a outra parte por ter ficado magoada, mas gostava que entendesse que não o fiz por mal. Aliás, o meu plano era surpreender, não magoar. Serei assim de tal maneira estúpida por pensar desta maneira?
Mudando de assunto, sinto-me bastante nostálgica. Isto porquê? Porque ouvi a nova música da Pink, "Fucking Perfect". A música fez-me recordar o meu passado tão sombrio. Tive a minha altura de total desistência da vida e que pensava estar no ponto mais baixo que podia. Só queria desistir da minha vida. Sentia-me totalmente invisível, não compreendida e, sobretudo, sozinha. Podemos dizer que a minha auto-estima atingiu um nível abaixo do nulo. Tentei resolver tudo sozinha. Garanto-vos que tentei. No entanto, nada funcionou. Só quando comecei a ter colapsos constantes é que vi a luz ao fundo do túnel. Os meus amigos. Se não fosse por eles, o mais provável é que não estivesse aqui, agora a escrever. Praticamente que lhes devo a vida e acho que nunca o cheguei a admitir em voz alta. Esta é a minha maneira de o fazer.

Já outra música que conseguiu chegar a mim foi a da Avril Lavigne, "What the Hell". OK, eu não me vou comportar como ela porque não me acho capaz disso. O refrão da música é exactamente o que eu quero dizer ao mundo:

"All my life I've been good, but now
I'm thinking what the hell
All I want is to mess around
And I don't really care about
If you love me, if you hate me
You can save me baby baby
All my life I've been good, but now
I'm thinking what the hell"


Basicamente, o que eu quero dizer é que tenho sido muito controlada e, com o tempo, quem me conhece tem notado uma mudança. Quem não me conhece não a vê bem, mas garanto-vos que estou totalmente diferente do que era antes (basta pensar no que era há exactamente um ano e vejo o quanto mudei - basicamente uns 300º).

Por isso este post serve para três coisas: avisar, agradecer e perceber.
1. Perceber como posso deixar de magoar as pessoas que importam para mim.
2. Agradecer a todos os que me ajudaram nestes anos difíceis (sim, esta fazer acabou há muito pouco tempo...aliás, podemos dizer que ficará sempre comigo em parte).
3. Avisar o mundo que vou mudar e tomar a minha vida como minha, em vez de a viver como um mero observador