Eu sei que disse que ia por um vídeo com as minhas fotos dos meus sítios favoritos, mas esta semana foi tudo menos calma. Não tenho parado muito quieta (o que não é propriamente mau).
Mas enfim, passei a semana entre aulas (uma das quais faltei porque estava meia doente) e romance :) Não vou dar pormenores porque nada é oficial ainda, nas podemos dizer que já não me considero totalmente solteira.
Fora da minha vida privada (que, para todos os efeitos, é a razão pela qual vêm cá) tenho mesmo, mas mesmo mesmo, que comentar a demissão do Sócrates. Bem que podiam criar um grupo no Facebook que eu clicava logo no gosto. Peço desculpa a qualquer social-democrata, mas já estava na hora.
Depois deste momento histórico que captou (coisa rara) a minha atenção, tive uma aula na qual a professora pediu para alguém ir falar em frente dos outros - uma reflexão ou comentário ou algo assim - que tinha de estar relacionado minimanente com um verso de um poema que ela gosta:
"E agora, José?"
As minhas duas colegas que foram corajosas o suficiente para se voluntariarem foram interessantes de ouvir. Eu bem queria, mas sabem que sou muito muito tímida. Além de que não sabia bem o que dizer (MENTIRA).
De qualquer maneira, fiquei com aquela frase na cabeça. Aliás, fiquei com a abordagem que a primeira rapariga que falou fez - virou aquela pergunta para si mesma. Fez-me perguntar em silêncio "E agora, Joana?"
Fiquei a pensar na vida. Na minha vida.
Arrependo-me de algo? Ui, tanta coisa.
Desejo mais coisas do que as que já tenho? Não quero ser gananciosa, mas sim.
Que farei agora?
Daqui a cinco minutos? (ver TV)
Daqui a um mês? Um ano? Dois anos?
Quais são os meus objectivos? Não aqueles que quero completos até morrer, mas aqueles que posso cumprir. Formar uma família minha está (obviamente) no primeiro lugar. O amor igualmente - mas ambos sabemos que qualquer um dos dois não depende unicamente de mim, por muito mais fácil que fosse.
A verdade é que faço futurulogia todos os dias. Com tudo. Faço-o com as aulas, com os livros, com as relações, com decisões... É assim tão errado pensar que tudo pode ser igual ou melhor daqui a dois anos? Será pedir demais? Estarei eu a tornar-me, de novo, numa criança que, pelo Natal, pede pela Paz Mundial mesmo já sabendo que tal não será possível?



